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2000 | Movimento Sindical

VII Congresso Nacional da CUT - Concut
CONTEXTO
Fernando Henrique Cardoso, ainda na esteira do Plano Real e com a aprovação da emenda que permitiria sua reeleição, assume novamente a presidência em 98. Em seguida, surgem as denúncias de que a aprovação da emenda teria sido efetivada através da compra de votos.

No plano internacional, o capitalismo vive um momento de forte tendência à concentração e isso provoca sérias crises em países periféricos do capitalismo. Os EUA, hegemônicos militar e financeiramente, querem a todo custo ditar as regras e conspurcar a soberania nacional, implantando uma “nova ordem mundial”. Há reações em todas as partes do mundo. Greves gerais, protestos, manifestações, ações até violentas (como em Seatle, EUA) espalham-se por todos os países.

No Brasil, acontece a Marcha dos 100 mil à Brasília, intensos protestos dos metalúrgicos no ABC contra as demissões em massa. O Brasil termina a década de 90, submisso às regras do FMI e os trabalhadores se vêem diante de uma forte pressão sobre seus direitos sociais e trabalhistas. Os sindicatos são obrigados a negociar perdas em troca do emprego. A guerra fiscal entre Estados e municípios é abjeta. Os casos mais escabrosos situaram-se no setor automobilístico.

Essa situação toda e os sucessivos escândalos que se seguem quase que diariamente pela imprensa leva a população a rejeitar FHC.

Talvez esse contexto político tenha sido determinante para a nova ascensão do movimento sindical. Em 1999, por exemplo, a Confederação Nacional dos Metalúrgicos, CNM/CUT, em conjunto com outros setores do movimento sindical brasileiro, realizam um verdadeiro festival de greves pelo país pela adoção do Contrato Coletivo de Trabalho para o setor e pela redução da jornada de trabalho para 40 horas sem redução de salários.

A CUT ressurge forte no cenário nacional e realiza seu 7º Congresso de 15 a 19 de agosto, em São Paulo. Participam 2.309 delegados (1.388 sindicatos filiados, 20 entidades nacionais orgânicas e 24 oposições sindicais reconhecidas).

As principais resoluções são, a construção de um novo cooperativismo popular (economia solidária), como alternativa ao falso cooperativismo (em que empresários nomeiam seus funcionários como sócios para flexibilizar direitos) e a precarização do trabalho; acabar com o Banco de Horas e as Horas-Extras; consolidação da Agência de Desenvolvimento Solidário e a efetivação da Central de Trabalho e Renda.

Por outro lado, a CUT decide fortalecer o Fórum Nacional de Luta. O setor metalúrgico discute a implantação do Sindicato Nacional dos Metalúrgicos.

Os debates sobre a sucessão de Vicentinho continuam acirrados dentro do setor majoritário. Três nomes disputam a indicação da Articulação; João Felício (Apeoesp), João Vaccari (Bancários de São Paulo) e Mônica Valente (Sindsaúde, SP). Uma plenária da Articulação, durante a realização do congresso, decide por 66% dos votos, indicar João Felício, presidente da CUT. Vaccari teria 22% e Mônica 8%.
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REPERCUSSÃO NA MÍDIA
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IMPRENSA SINDICAL
DEPOIMENTOS
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Duvanier Paiva Ferreira

João Vaccari Neto

João Antonio Felício
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