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1997 | Movimento Sindical

VI Congresso Nacional da CUT - Concut
CONTEXTO
Lançado, ainda, durante a campanha eleitoral de 94, o Plano Real guinda o ministro da Economia, Fernando Henrique Cardoso à presidência da República. A mola mestra do plano está na estabilização da moeda, ancorada no câmbio e em juros elevados. Conseqüência: através de Medida Provisória, o governo proíbe a indexação dos salários, com um nível de desemprego alto e num processo de reestruturação produtiva (com a abertura do mercado a produtos estrangeiros) sem precedentes.

FHC, como viria a ser conhecido, assume a presidência com grande expectativa popular ao mesmo tempo em que adota medidas severas de combate ao movimento sindical, sobretudo contra os petroleiros. FHC dá continuidade, com mais intensidade ainda, à implantação das políticas neoliberais iniciada por Collor.

A 8ª Plenária Nacional da CUT, realizada em 96, havia aprovado a construção de uma ampla frente social para contrapor-se à ofensiva neoliberal e pela defesa da cidadania, dos direitos sociais, da soberania nacional e da democracia.

Quanto aos aspectos internos da organização sindical, o Sindicato Orgânico foi aprovado, mas, primeiramente, os sindicatos deveriam discutir a utilização coletiva de estruturas comuns, incentivar o debate sobre fusões e programar um calendário que definiria os encaminhamentos para a implementação do sindicato orgânico. Além disso, é claro, a construção das OLT e de um Sistema Democrático de Relações de Trabalho. A CONTAG decide filiar-se à CUT.

Para o 6º CONCUT, comparecem 2.266 delegados nacionais e 71 representações internacionais. O governo havia intensificado o processo de privatização das estatais. Protestos, atos públicos e manifestos, não impedem a privatização da Cia. Vale do Rio Doce, em abril. No plano trabalhista, FHC flexibiliza ainda mais as relações de trabalho. O desemprego é a grande pedra no sapato do governo, reflexo da sua própria política econômica.

Os trabalhadores articulados com movimentos sociais vão às ruas e a popularidade de FHC começa a declinar. Nesse cenário se realiza o 6º CONCUT que decide articular a luta contra as reformas administrativas e da previdência em curso no Congresso Nacional e impulsionar a luta contra o desemprego.

O setor majoritário propunha, no plano interno, orientar-se pela defesa da “resistência propositiva e disputa de hegemonia”, contestada pelos setores minoritários como sendo uma atitude conciliatória, embora de 94 a 97 a CUT tenha crescido 31%.

Vicentinho é reconduzido ao cargo de presidente, após uma intensa polêmica sobre a sucessão entre sindicalistas ligados ao setor majoritário. Cinco chapas chegaram a disputar a direção da CUT neste congresso.
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REPERCUSSÃO NA MÍDIA
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IMPRENSA SINDICAL
DEPOIMENTOS
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Duvanier Paiva Ferreira

João Antonio Felício
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