até
1976 | Conjuntura Brasileira

Operário Manoel Fiel Filho é assassinado no DOI-CODI
CONTEXTO
Três meses depois da morte do jornalista Wladimir Herzog, a linha dura - que praticamente instalara um poder paralelo no Doi-Codi de São Paulo, sob a vista grossa ou o endosso do comando do II Exército - prende e assassina, em circunstâncias muito parecidas, o operário Manuel Fiel Filho. De novo, a mesma versão de suicídio por enforcamento é oficialmente divulgada.

Geisel já vinha manifestando seu desconforto com a linha dura e reafirmando a intenção de prosseguir a abertura "lenta, gradual e segura". Seu projeto, porém, é posto sob risco com a ofensiva repressora. Embora fazendo uso freqüente de instrumentos de arbítrio, como a cassação de deputados oposicionistas - em janeiro de 1976, por exemplo, mesmo mês da morte de Fiel Filho, dois deles, do MDB paulista, são cassados e têm seus direitos políticos suspensos por dez anos pelo próprio Geisel -, o presidente resolve agir e enfrenta seus adversários internos.

O Comandante do II Exército, Ednardo D´Ávila Melo, é afastado e substituído pelo general Dilermando Gomes Monteiro, da confiança pessoal do presidente e incentivador de relações de diálogo com a sociedade. O general afastado recusa o cargo de chefe do Departamento de Ensino e Pesquisa do Exército que lhe é oferecido e pede transferência para a reserva. Cessam as torturas no Doi-Codi de São Paulo, e Geisel ganha força na batalha interna do poder.

A linha dura perde um pouco do fôlego, mas não desiste. Manterá ofensivas como a invasão da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de SP, em 1977, sob comando do coronel Erasmo Dias, com lançamento de bombas e espancamentos de estudantes. De todo modo, o aparato paralelo da tortura se esvazia e Geisel dá à sociedade e ao núcleo de Estado sinais de que sua convicção rumo à abertura (controlada pelo regime) é verdadeira
Imprimir contexto
REPERCUSSÃO NA MÍDIA
Clique nas imagens para ampliar
IMPRENSA SINDICAL
CONGRESSOS
Congressos realizados no ano de 1976
MANDATOS
Conheça diretores e cargos entre 1975 e 1978.
© Copyright 2009, ABC de Luta! Memória dos Metalúrgicos do ABC - Todos os direitos reservados

Mapa do Site Fale Conosco Créditos Política de Privacidade

smabc.org.br