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1995 | Movimento Sindical

Greve dos petroleiros
CONTEXTO
A greve geral dos petroleiros iniciada à zero hora do dia 3 de maio de 1995 e que durou 32 dias, mostrou ao país a face truculenta neoliberal da aliança FHC/ACM (PSDB, PFL e outros).

Imitando seus pares, FHC chega à presidência da República, disposto a fazer tal qual Ronald Reagan (EUA) e Margareth Tatcher (Inglaterra) quando agiram contra os controladores de vôos e mineradores, respectivamente, quebrando a espinha dorsal desses sindicatos.

FHC queria demonstrar sua força e determinação quebrando a organização dos petroleiros. Mas não conseguiu. A greve foi deflagrada em função de um único objetivo: o cumprimento de três acordos coletivos debatidos e assinados com o ex-presidente Itamar Franco, ministros de Estado e o presidente da Petrobrás, à época, Joel Mendes Rennó.

O primeiro (5/10/94), dizia que a Petrobrás deveria negociar cláusulas econômicas e sociais sobre as quais não houvesse posicionamentos do TST. O segundo (11/11/94), assinado pelos ministros das Minas e Energia, do Trabalho e pelo presidente da Petrobrás que previa o pagamento da segunda parcela do 13º pela URV, o adiantamento das perdas do Plano Bresser e a manutenção da garantia do emprego.

FHC, então, ministro da Economia, e sua equipe trabalharam pelo não cumprimento desses acordos, forçando o governo a recuar e a propor um terceiro acordo, assinado em 25/11/94, por Itamar Franco, que previa pequenos reajustes salariais interníveis.

Assim que assumiu a presidência da República, em 1995, FHC rasga literalmente os três acordos, solicitando ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) para que não reconheça sua validade e declarou a greve abusiva, bloqueou as contas de todos os sindicatos de petroleiros do país (intervenção branca) e determinou a volta imediata ao trabalho, aplicando uma multa de R$ 100 mil para cada novo dia de greve. O resultado foram 73 demissões, mais as 12 que já haviam ocorrido em 94.

Entre os demitidos, estava o coordenador da Federação Única dos Petroleiros, Antônio Carlos Spis, que anos mais tarde seria eleito presidente da CUT Estadual São Paulo.

Os petroleiros reagiram. Em primeiro lugar, as assembléias da categoria decidiram por unanimidade sacar todo dinheiro que possuíam em conta corrente, depois, criaram “associações de petroleiros” em todos os Estados e combinaram o pagamento das mensalidades não para os sindicatos, mas para as associações.

Por fim, nenhum sindicato foi fechado e quase a totalidade dos demitidos já foram reintegrados à Petrobrás.

Apesar da intervenção e o bloqueio das contas dos sindicatos, a dignidade da categoria manteve-se de pé.
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