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1986 | Metalúrgicos do ABC

1º de Maio de 1986
CONTEXTO
O país ainda vivia o trauma da reprovação da emenda que instituiria as eleições diretas no Brasil e pela morte de Tancredo Neves, eleito no Colégio Eleitoral. Sua popularidade é transferida a José Sarney, vice da chapa, que edita em fevereiro de 1986, o Plano Cruzado.
A princípio, a inflação cai e o emprego volta a crescer. Mas, o plano congelou preços pelo pico e os reajustes salariais, pela média. Explodem as greves.
Nos dois primeiros meses pós-pacote acontecem 137 greves em todo o país, superando as 107 greves que aconteceram durante todo o ano de 1985. O governo apressa-se em dizer que a CUT iniciava um “plano nacional de sabotagem da Nova República”.

Nesse contexto, a CUT convoca os trabalhadores para comemorar o centésimo aniversário do 1º de Maio, em diversas cidades e capitais do país. Em São Paulo, a maior concentração foi no Paço Municipal, em São Bernardo do Campo. Cerca de 15 mil trabalhadores compareceram. Na capital, a então CUT Regional Grande São Paulo realiza ato público na Praça da Sé.
O presidente nacional da CUT, Meneguelli, enfatizou as palavras de ordem “salário e emprego para todos”. Lula, falando em nome do PT, lançou um alerta à Nova República; “se cuidem porque a classe trabalhadora não se curva”.
Houve grandes atos públicos também em Brasília, em Goiânia, Belo Horizonte, Manaus, Santarém, Belém, Porto Alegre e Rio de Janeiro.

Em todos os lugares, a CUT impulsiona a Campanha Nacional de Lutas por empregos, redução da jornada para 40 horas, reposição das perdas, congelamento e tabelamento dos preços com garantia de abastecimento.
Os 100 anos do 1º de Maio pelo mundo: na África do Sul, metade da força de trabalho negra do país paralisaram suas atividades, na maior greve geral até então realizada. O governa racista da época não reconhecia o 1º de Maio. No Chile houve confronto com a polícia de Pinochet. Mais de 300 prisões, jornalistas e fotógrafos impedidos de trabalhar.
No Paraguai, a repressão não foi menor. Mais de 50 pessoas ficaram feridas. No Japão, quase 4 milhões de trabalhadores realizaram manifestações, cujo centro foi a jornada de 8 horas e os fins de semana livres.
Na Bolívia, sob o comando da COB, os trabalhadores também reivindicaram aumentos salariais. No Uruguai e na Argentina, houve greves gerais. Em Buenos Aires, nem os jornais circularam.
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