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1988 | Movimento Sindical

III Congresso Nacional da CUT - Concut
CONTEXTO
Os países centrais do capitalismo iniciam processo de implantação de novas tecnologias, com a automação e novas técnicas de gestão da produção e do trabalho. Os EUA e a Inglaterra implantam e exportam o chamado projeto neoliberal para o mundo. No Brasil, a crise é insustentável.

Após o fracasso do Plano Cruzado, o presidente Sarney adota medidas neoliberais, privatiza estatais e controla gastos públicos nas áreas sociais. Permanece o quadro de hiperinflação, desemprego e queda nos salários. Enquanto isso, o governo continua patrocinando o recém criado “sindicalismo de resultados” com Magri e Medeiros à frente, e promove a idéia de um pacto social, rechaçado pela CUT.

Nesse contexto, entre 7 a 11 de setembro em Belo Horizonte (MG), a CUT realiza o maior congresso em termos de participação. Foram 6.247 delegados, vindos de 1.143 entidades, incluindo aí, 185 associações de funcionários públicos.

O 3º CONCUT é um divisor de águas para a CUT. Nesse congresso, a CUT define sua concepção e prática sindical, e decide que os trabalhadores devem assumir o controle sobre a automação e as novas tecnologias, lutar pela redução da jornada de trabalho e desencadear uma campanha pelo contrato coletivo nacionalmente articulado. Aprovam também o apoio à criação do Sistema Único de Saúde e da Previdência sob gestão dos trabalhadores.

Quanto à organização sindical, o número de delegados para a composição dos Congressos da CUT passa a ser proporcional aos sócios quites e não mais ao número de trabalhadores na base. Para as oposições participar dos congressos deverão, agora, considerar o número de votos obtidos nas últimas eleições. A eleição dos delegados ao Congresso Nacional passa a ser feito nos Congressos Estaduais e realizado de três em três anos. Também se define como serão as mensalidades.

Surge a Secretaria de Políticas Sociais para tratar das lutas pela educação, saúde, habitação, direitos humanos, meio ambiente, entre outros. A Secretaria Rural dá lugar ao Departamento Nacional dos Trabalhadores Rurais. A CUT deixa de ser um “movimento” ou uma “frente de tendências” para consolidar-se enquanto uma central sindical de direção para as lutas da classe trabalhadora.

Em dezembro, é assassinado Chico Mendes, delegado ao congresso.
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REPERCUSSÃO NA MÍDIA
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IMAGENS
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IMPRENSA SINDICAL
DEPOIMENTOS
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João Vaccari Neto

Gilmar Carneiro

Osvaldo Martines Bargas

Jair Antonio Meneguelli
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