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1987 | Movimento Sindical

Greve Geral Nacional
CONTEXTO
A lua-de-mel entre a inflação baixa e o governo Sarney terminou dias após as eleições quase gerais de novembro de 1986. A CUT, deflagra uma greve geral vitoriosa em 12 de dezembro.

Momentaneamente, o governo foi obrigado a frear o arrocho, a manter o gatilho salarial e recuar na vergonhosa manipulação dos índices inflacionários. Mas a deterioração da contas públicas, o aumento da dívida interna, a queda de investimento e desaquecimento econômico marcarão o restante do governo Sarney com o sinal da crise. Em janeiro, o governo chega à moratória técnica, enquanto os empresários pressionavam para a liberação dos preços congelados desde o Cruzado. A CUT, por sua vez, apontava para a necessidade da unificação das lutas salariais na perspectiva de construir uma força superior de resistência à política econômica de Sarney. No primeiro semestre de 87, acontece o maior volume de greves já realizadas, até então, na história recente do país. O funcionalismo público, por exemplo, chegou a índices de 75% de paralisação, em junho. No entanto, eram greves de categorias, resultando em pequenos reajustes e avanços pontuais.

Ao mesmo tempo, o governo Sarney insiste na tentativa de constituir um “pacto social”, prontamente rejeitado pela CUT. A idéia da unificação das lutas ainda estava de pé. Para piorar, Sarney decreta, em junho, um novo plano econômico, o Plano Bresser, cujo principal efeito é o confisco de 37,7% nos salários, consolidando, assim, medidas recessivas para voltar a pagar os compromissos da dívida externa suspensos pela moratória do início do ano.

A Executiva Nacional da CUT avalia os efeitos do Plano e decidem construir condições ideais para uma ampla mobilização, incluindo uma ação conjunta com a CGT, movimentos populares e partidos políticos. Marca, então, indicativamente, para o dia 15 de julho, a greve geral. Mas, em função das idas e vindas da outra central, a greve só foi possível ser deflagrada no dia 20 de agosto.

Desde a convocação da greve, até a sua efetiva deflagração passou-se tempo suficiente para que o governo e os patrões montassem uma ofensiva de mídia capaz de desmobilizar os trabalhadores, enquanto divulgava as “virtudes” do plano. Num balanço superficial da greve geral de agosto de 87, é possível afirmar que em várias regiões do Brasil, a greve foi um sucesso (até melhor que a greve de 86), mas praticamente não existiu em regiões industrializadas do país.
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REPERCUSSÃO NA MÍDIA
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IMPRENSA SINDICAL
DEPOIMENTOS
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Jair Antonio Meneguelli

Hildo Soares de Souza
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