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1986 | Movimento Sindical

II Congresso Nacional da CUT - Concut
CONTEXTO
A União Democrática Ruralista, organização armada criada por latifundiários para combater a reforma agrária, comete 110 assassinatos, às vésperas do 2º CONCUT. As greves voltam a pipocar com força nas cidades. Em 85, acontecem, aproximadamente, 900 greves no país, envolvendo 7 milhões de trabalhadores. Várias são vitoriosas. Conquistam a reposição das perdas, o reajuste trimestral e a redução da jornada. A CUT torna-se uma referência e cresce com a filiação de novos e importantes sindicatos e aproximação de novas oposições sindicais.

As Campanhas Nacionais de Luta de 84 e 85 são consideradas positivas, porque consolidaram vitórias. O congresso realiza-se de 1 a 3 de agosto, na cidade do Rio de Janeiro. A CUT já está estruturada em todo o país. São 5.564 delegados, de 1016 entidades, entre sindicatos e associações de funcionários públicos. Em pauta: a campanha nacional de luta “Terra, Salário, Emprego e Liberdade”. O congresso cria os departamentos profissionais por ramo de atividade e a Comissão Nacional da Questão da Mulher Trabalhadora. Uma polêmica, entre várias, destaca-se nesse congresso, a forma da organização de base. Uns queriam a instalação das Comissões Sindicais de Base, como parte da estrutura dos sindicatos.

Outros queriam uma organização autônoma em relação aos sindicatos. Acabou-se por optar por uma solução híbrida. Quanto à concepção do modelo sindical cutista, os delegados debatem e aprovam um modelo alternativo “não para apresentar em Brasília”, mas para implementá-la. Ou seja, a CUT iria transformar os sindicatos da estrutura oficial por dentro.

Pela primeira vez, nota-se uma clara divisão de opiniões entre os sindicalistas; de um lado os que são identificados com as opiniões dos dirigentes do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema, do Sindicato dos Bancários de São Paulo e dos Petroleiros de Campinas, entre outros (setor majoritário). Em 1987, esse grupo se reuniria identificando-se na tendência chamada “Articulação Sindical”. Do outro lado, diversas tendências marxistas (a maioria trotskista) e de setores da igreja, sobretudo ligados ao MOMSP (Movimento de Oposição Metalúrgica de São Paulo) que viria a se constituir na maior tendência cutista de “oposição”, a chamada CUT pela Base, hoje, Alternativa Sindical Socialista (com certas adesões).

A CUT define-se como parte integrante do processo histórico que construirá a sociedade socialista, mas não pode ser confundida com um partido político, pois essa tarefa estratégica é dos partidos comprometidos com as aspirações históricas dos trabalhadores. Três chapas confirmam a “divisão” e compõem, ao final do congresso, a nova Executiva e Direção Nacional da Central. O metalúrgico Jair Meneguelli, é reconduzido à presidência da CUT. Em 12 de dezembro, a CUT realizaria a mais bem sucedida greve geral já feita no país.
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IMPRENSA SINDICAL
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Gilmar Carneiro

Osvaldo Martines Bargas
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