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1983 | Movimento Sindical

Fundação da CUT
CONTEXTO

O Brasil estava mergulhado na crise. A inflação batia 150%, a dívida externa chegava a US$ 100 bilhões, o desemprego crescia e os salários cada vez mais arrochados. O país recorre ao FMI e perde sua soberania. Estoura greve geral no país, em julho. Para completar, o Plano de Lutas aprovado no ano anterior, em certa medida não é colocado em prática pela maioria da composição do CONCLAT, de acordo com as críticas do setor “autêntico”. Além disso, o setor “reformista” que defendia as estruturas sindicais oficiais, que apostavam na “abertura política” e não queriam de modo algum contestar o regime militar àquela altura, decidiram mexer nos critérios de composição do CONCLAT favorecendo a inscrição de delegados das Federações e Confederações em detrimento das oposições.

Em resposta, o setor autêntico ou combativo lança o documento “Aos companheiros da cidade e do campo”, conclamando-os para a luta contra as políticas do governo. Os autênticos convocam uma reunião para novembro e ali decidem pelo congresso de fundação da CUT, nos dias 26 a 28 de agosto de 83, no Pavilhão Vera Cruz, em São Bernardo do Campo.

Nessa data, 5.059 delegados, de 912 entidades (335 urbanos, 310 rurais, 134 associações pré-sindicais, 99 associações de funcionários públicos, 5 federações, 8 entidades nacionais e confederações) participam da fundação da CUT. Surgia, enfim, uma entidade que rompia com os padrões políticos do passado e permitia aos trabalhadores se expressarem como sujeitos políticos independentes na vida nacional. Para que as portas não fossem fechadas ao outro setor, a CUT recém fundada, enviaria um documento dizendo que aceitaria a participação de todas as entidades sindicais nos congressos estaduais e regionais, além de confirmar a unidade em torno do Plano de Lutas do CONCLAT.

O congresso de fundação da CUT aprovou as lutas pelo fim da Lei de Segurança Nacional e do Regime Militar, combate à política econômica do governo, contra o desemprego, pela reforma agrária sob controle dos trabalhadores, reajustes trimestrais dos salários e liberdade e autonomia sindical. Para coordenar essas lutas foi eleita uma direção colegiada, presidida por Jair Meneguelli, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema.

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REPERCUSSÃO NA MÍDIA
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IMPRENSA SINDICAL
DEPOIMENTOS
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Jacó Bittar

Osvaldo Martines Bargas

Valderi Antão Ruviaro, Valdo

Jair Antonio Meneguelli
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