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1998 | Conjuntura Brasileira

Eleição presidencial
CONTEXTO
O quadro da eleição presidencial de 1994 se repete, com FHC e Lula se confrontando na disputa de votos. FHC amplia sua aliança: agora PMDB e PPB se juntam ao PFL e ao PSDB no apoio oficial ao presidente. Duas novidades no quadro: Brizola, que tentara a presidência em 1989 e 1994, agora é vice de Lula. E Ciro Gomes, que fora ministro da Fazenda durante as eleições de 1994, conduzindo a implantação do Real, disputa o cargo pelo PPS, depois de romper com o governo FHC logo no seu início.

FHC começa o ano com ampla vantagem nas pesquisas. Somente entre junho e julho, com a péssima repercussão do pequeno aumento do salário mínimo, da seca no Nordeste e das greves de policiais em alguns Estados, a candidatura Lula cresce e chega a ameaçar a liderança de FHC. Em setembro eclode a crise financeira a partir do colapso da Rússia, que provoca imensa fuga de capitais e pânico entre os agentes econômicos internos. Simultaneamente, FHC retoma a folga na dianteira.

Lula e Ciro tentam expor a crise na suas campanhas, mas a mídia e a campanha de FHC propagam, a princípio, a idéia de que ela é externa e não atingirá o Brasil. Com o recrudescimento do quadro, FHC passa a alardear que ele é o único com condições de enfrentar a crise e que, se preciso, tomará medidas impopulares. Conquista a adesão e a aposta da maioria dos eleitores de que o Brasil e o real sobreviveriam à crise.

FHC é reeleito no primeiro turno com 35.936.918 votos, ou 53,06% dos votos válidos (haviam sido 54,3% em 1994). Lula de novo fica em segundo, com 21.475.330 votos, ou 31,71% dos votos válidos (27% em 1994). Ciro Gomes obtém 7.426.235 votos, ou 10,97% dos votos válidos.

O PSDB é o vencedor nas eleições de governadores. Elegera 6 em 1994 e agora elege 7 (CE, ES, GO, MT, PA, SP e SE). O PFL salta de 2 para 6 eleitos (AM, BA, MA, PR, RO e TO). O PMDB cai de 9 para 6 (DF, MG, PB, PE, PI e RN). O PT cai de 3 para 2 (AC e RS). O PSB mantém 2 (AL e AP), o PPB (fusão do PPR com o PP) cai de 3 para 2 (RR e SC). E o PDT cai de 2 para 1 (RJ). O PTB perde o único que elegera em 1994.

O PSDB vence, mas é derrotado em MG para Itamar Franco e no RJ para Anthony Garotinho, figuras que terão destaque na oposição no ano seguinte. O primeiro, aliás, será o maior adversário do presidente no início do segundo mandato, quando declara moratória das dívidas mineiras e acelera o ataque ao real que resultará na desvalorização.

Nas eleições para o Senado (27 senadores) o governo mantém a maioria, havendo mudanças de posições apenas entre as siglas governistas. O PMDB elege 12 e fica com a bancada de 27, a maior da Casa (tinha 22 em 1994). O PFL elege 5 e fica com a segunda bancada: 19 senadores (18 em 1994). O PSDB elege 4 e fica com 16 senadores (11 em 1994). O PT elege 3 e fica com 7 senadores (5 em 1994). O PPB elege 2 e fica com 5 (6 em 1994). O PSB elege 1 e fica com 3 (0 em 1994). O PDT, o PPS e o PTB não elegem nenhum e ficam com 2, 1 e 1 senador, respectivamente (em 1994 tinham 6, 0 e 5, na mesma ordem).

Na Câmara dos Deputados ocorre a mesma coisa: maioria governista. O grande vitorioso é o PFL, que salta de 89 eleitos em 1994 para 106 agora. O PSDB também cresce, de 62 para 99. O PMDB cai de 107 para 82. O PPB cresce de 52 para 60. O PT cresce de 49 para 58. O PDT cai de 34 para 25. O PTB mantém os mesmos 31. O PL cai de 13 para 12. O PC do B cai de 10 para 7. E o PSB sobe de 15 para 19.

Ao longo de 1999, com a crise econômica e a queda de popularidade de FHC, essa ampla base governista passará a experimentar atritos internos. Os aliados passarão a se posicionar visando a sucessão de 2002. Mas não romperão entre si. Ao contrário, darão a FHC uma série de vitórias nas medidas encaminhadas ao Congresso. Mas o segundo mandato será, desde o início, muito difícil para Fernando Henrique Cardoso.
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IMPRENSA SINDICAL
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José Dirceu de Oliveira e Silva

Gilmar Carneiro

Paulo Vanucchi
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