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1989 | Conjuntura Brasileira

Eleição presidencial
CONTEXTO

No bloco que originou a Nova República, o PFL e o PMDB lançam candidatos próprios à presidência (Aureliano Chaves e Ulysses Guimarães, respectivamente) e nenhum deles se apresenta como aliado de Sarney; e o PSDB lança Mário Covas também com discurso oposicionista e apresentando-se como modernizador ao falar em “choque de capitalismo”.

As esquerdas lançam Leonel Brizola, com discurso nacionalista, Lula, com propostas desenvolvimentistas e Roberto Freire, falando em democratização do Estado. Collor de Mello se lança pelo inexpressivo PRN (Partido da Reconstrução Nacional) atacando a corrupção, os "marajás" e o governo Sarney e propondo reformas liberais.

A derrocada da Nova República abala o sistema político tradicional e Lula (com 17,19% dos votos válidos) e Collor (30,48%) vão para o segundo turno, sendo o PFL e o PMDB humilhantemente rejeitados nas urnas. Lula reúne em seu apoio toda a esquerda e a centro-esquerda, apesar de o PSDB demorar a se definir pela sua candidatura, que tinha então traços "radicais" (estatização do sistema financeiro, reforma agrária feita pelos trabalhadores etc.) que não voltaria a ostentar nas candidaturas futuras (1994 e 1998). Collor congrega a centro-direita mesmo atacando-a em discurso e dizendo-se alternativa nova ao sistema político.

Bipolarizada, a campanha empolga o Brasil e dá margem a alguns conflitos violentos entre os eleitores de Lula e Collor. Este último, com os recursos da direita, o apoio das elites e dirigindo-se aos mais pobres (aos quais trata por "descamisados"), mostra força eleitoral mas também disposição para valer-se de expedientes pesados na campanha, com denúncias e chantagens contra Lula, contando com a repercussão afável da mídia.

Lula mobiliza os setores sociais organizados e grande parte dos setores médios mudancistas, mas assenta-se em campanha algo amadora, que não consegue se contrapor ao jogo pesado do adversário. Sua vitória chega a ser factível no final da campanha segundo projeções das pesquisas, mas a repercussão do debate televisivo com Collor lhe é muito desfavorável, o que, juntamente com outros fatos, contribui para sua derrota. Collor é eleito presidente no segundo turno com 55,7% dos votos válidos. Lula teve 44,3%. Eram as primeiras eleições diretas desde 1960, quando Jânio Quadros foi eleito para suceder Juscelino Kubitscheck.

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REPERCUSSÃO NA MÍDIA
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IMPRENSA SINDICAL
DEPOIMENTOS
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Paulo Vanucchi

Luiz Inácio Lula da Silva
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