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1983 | Conjuntura Brasileira

Protesto de desempregados gera saques
CONTEXTO
Os governadores eleitos tomam posse no dia 15 de março com o país imerso em grave recessão - parte do ajuste acertado com o FMI para gerar exportações e saldos financeiros para pagar os credores externos. Depois de quase quinze anos de crescimento acelerado, em 1981 o PIB recua 4,4%, estanca em 0,6% em 1982 e cai mais 3,4% em 1983. O desemprego, medido pelo IBGE nas seis maiores capitais, ronda a casa dos 7% em 1983 e 1984, recorde histórico. Só em janeiro e fevereiro, a indústria paulista demitira 47.200 trabalhadores, quase o mesmo número de todo o ano de 1982, que foi de 51.850.

O descontentamento social é grande, e já em abril ocorrem manifestações nos Estados governados pela oposição. Em São Paulo uma passeata de desempregados no bairro de Santo Amaro gera saques e depredações em várias regiões da cidade. Os tumultos se repetem por três dias e chegam ao Palácio dos Bandeirantes (sede do governo estadual), que tem sua grade derrubada e seus jardins invadidos. O governador Franco Montoro recebe líderes dos manifestantes e promete adotar medidas contra o desemprego. No Rio de Janeiro, nos mesmos dias, supermercados, lojas e caminhões são saqueados e ônibus são apedrejados em bairros diferentes. Ao longo do ano, outras manifestações pontuais desse tipo se repetirão.
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Elias Stein
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