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1979 | Metalúrgicos do ABC

Criação do Fundo de Greve em São Bernardo do Campo
CONTEXTO
A criação do Fundo de Greve surgiu durante as discussões no 2º Congresso dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema realizado em dois finais de semana, nos dias 6, 7 e 8 e nos dias 14 e 15, no Guarujá, SP, em 1978. Este congresso teve apenas um tema: “Estrutura Sindical Brasileira”. E também um só objetivo, segundo o próprio texto das resoluções daquele congresso: “contribuir com todos aqueles que querem decidir, segundo suas próprias regras, seu próprio destino (...)”. “A organização da classe deve se dar independentemente das amarras que a prendem ao Estado (...)”. “Será na experiência do dia-a-dia e no avanço da luta que aprenderemos os passos mais imediatos e os meios eficazes para atingir nossos objetivos (...)”.
Os metalúrgicos entendiam que quaisquer reivindicações da categoria esbarravam nos entraves legais impostos ao sindicato. Pela primeira vez, um congresso da categoria era aberto à participação de representantes de outras categorias, como bancários e petroleiros, com direito a voz e voto. As experiências de metalúrgicos de outras regiões, principalmente, os da oposição de São Paulo, foram extremamente enriquecedoras para os metalúrgicos do ABC. A exemplo das discussões sobre o caráter das Comissões de Fábrica e dos fundos de reserva e de sustentação financeira independentes das regras oficiais impostas pelo Ministério do Trabalho.
Os subtema de discussão estavam assim divididos: “autonomia e liberdade sindical”, “unidade e pluralidade sindical”, “contrato e convenção coletiva”, “eleições sindicais” e “receita, despesa e imposto sindical”.
Duas correntes de pensamento polemizaram nesse último subtema. Uma, que queria a constituição de um “banco do trabalhador”, onde haveria investimentos, depósitos e etc. para num futuro próximo haver financiamentos à construção da casa própria e etc. E a outra, que queria a constituição de um Fundo de sustentação alternativo aos metalúrgicos. Além disso, uma das correntes não queria ver o tal “fundo” sob controle jurídico da diretoria, mas somente político.
Quis a história que o “Fundo de Greve” fosse legalmente constituído com o nome de “Associação Beneficente e Cultural dos Trabalhadores de São Bernardo do Campo e Diadema”.
Sob intervenção durante a greve de 1979 e com a clara concepção de que o sindicato não é sua máquina, nem o prédio onde atua, a diretoria organizou o Fundo de Greve, inicialmente, nos porões do Sindicato e, depois, na Igreja da Matriz de São Bernardo. Em pouco tempo, o Fundo de Greve aglutinou trabalhadores não apenas para a organização da coleta e distribuição de alimentos no caso de uma greve, mas como um núcleo de discussão política nos momentos de intervenção.
Para que esse Fundo sobrevivesse e tivesse as condições materiais mínimas de atuação, a categoria passou a contribuir financeiramente, direto nas portas das fábricas, na realização de shows, festas e vendas de objetos publicitários, como broches, bonés e camisetas. Hoje, o Fundo de Greve, constitui-se num dos maiores patrimônios da categoria dos metalúrgicos do ABC.
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REPERCUSSÃO NA MÍDIA
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IMPRENSA SINDICAL
DEPOIMENTOS
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Djalma de Souza Bom

Manoel Anísio Gomes

Maria Teixeira Vilela (Mana)

Arquimedes Andrade
CAMPANHA SALARIAL
Veja o que aconteceu na Campanha Salarial em 1979
MANDATOS
Conheça diretores e cargos entre 1978 e 1981.
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