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2000 | Campanhas Salariais

CONTEXTO

A década inicia com taxas de crescimento negativas e milhões de trabalhadores desempregados. O lucro da atividade empresarial aumentou 437% em um ano, enquanto a renda média do trabalhador na região metropolitana de São Paulo, caiu 6,4%. A CUT e os sindicatos filiados iniciam campanha salarial unificada.

Ao final da campanha do primeiro semestre, 68% das 135 categorias conquistam reajustes iguais ou acima da inflação. Em 1999, em igual período, 55% das categorias conseguiram o mesmo. O sucesso da campanha estimulou lutas no segundo semestre.

Em agosto, os metalúrgicos lançam sua campanha salarial no Estado de São Paulo, na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC reunindo 16 sindicatos filiados à Federação Estadual dos Metalúrgicos (FEM/CUT). Os eixos da campanha eram a redução da jornada sem redução do salário, piso nacional unificado, recuperação das perdas salariais, aumento real e manutenção das cláusulas sociais. Em assembléia, os metalúrgicos do ABC definem a luta por 20% de reajuste. A FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) reconhece as perdas salariais de 12% com a inflação do período, mas insiste no reajuste de 5% e corte na garantia de emprego aos acidentados e portadores de doenças profissionais.

No ABC, uma assembléia com mais de cinco mil metalúrgicos rejeita os 5% oferecidos e aprovam greve de advertência.

Às vésperas da greve marcada, ato da CUT e demais centrais sindicais, em frente a Fiesp, reúne 5 mil pessoas. A greve acontece e atinge 308 empresas (montadoras, autopeças e empresas dos grupos 8 e 10) paralisando 100 mil metalúrgicos em todo o Estado (60 mil só no ABC). Assembléia realizada com a presença de 8 mil metalúrgicos aprova greve em todas as
montadoras, a partir do dia 13.

O TRT (Tribunal Regional do Trabalho) concede 8% e estabilidade por 90 dias. O Sindicato rejeitou o percentual enquanto os patrões rejeitaram a estabilidade. O TRT eleva o reajuste de 8% para 10% e mantém as cláusulas sociais. Em assembléia, 8 mil metalúrgicos de 16 empresas aceitam a proposta. Cerca de 162 mil metalúrgicos garantiram o acordo: 80 mil nas autopeças; 60 mil nas montadoras (nestes dois setores conforme decisão do Tribunal Regional do Trabalho); 10 mil nas fundições e 12 mil nos demais setores. Faltavam ainda, outros 108 mil ainda sem acordo. A intransigência patronal de manter os 8% de reajuste leva ao rompimento das negociações em bloco. Os acordos passaram a ser por fábrica. As negociações avançaram e 42 fábricas fecham acordos (com 10% de reajustes), independente do sindicato patronal, que havia recorrido ao TST.

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IMPRENSA SINDICAL
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Valdir Fortunato Chimello

Wagner Firmino Santana

Evandro Dias Sampaio, Carrapicho

Paulo Aparecido Silva Cayres
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