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1999 | Campanhas Salariais

CONTEXTO

A recuperação das perdas salariais e a manutenção das cláusulas sociais para os trabalhadores de todos os segmentos profissionais foram, em resumo, os resultados da Campanha salarial de 1999 do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e dos sindicatos ligados à Federação Estadual dos Metalúrgicos da CUT.

Esse resultado, na avaliação da Direção do Sindicato, foi um sucesso, já que a campanha obteve tudo o que os sindicatos traçaram como objetivo, principalmente levando-se em consideração o período de forte ofensiva dos empresários e do governo contra os direitos dos trabalhadores.

A unidade e união dos trabalhadores foram determinantes para o sucesso da campanha, tanto assim que nas fábricas onde a mobilização era mais forte o acordo foi melhorado. Além de garantir a reposição das perdas e do reajuste também sobre o 13º salário e as férias, o destaque nesta campanha foi para a manutenção das cláusulas sociais, com destaque para a estabilidade do trabalhador doente ou acidentado até a aposentadoria.

Nas montadoras, as cláusulas sociais foram renovadas por dois anos; além disso, a jornada semanal de 40 horas passa a vigorar, segundo o acordo, em todas elas (Ford, Scania, Volkswagen, Mercedes-Benz e Toyota) a partir de 2000. Vale destacar que, na Scania e na Mercedes, a jornada em 99 já era de 40 horas; na Ford começa em janeiro de 2000 e na Volks e Toyota em julho de 2000.

Os reajustes salariais, válidos para todos os metalúrgicos dos sindicatos ligados à FEM-CUT, incluindo os do ABC, são os seguintes: Grupo 5 (autopeças, forjarias e parafusos): 4,8% a partir de nov/99; 25 a partir de jan/2000; abono de 10% até 5 de janeiro. Grupo 8 (máquinas e eletroeletrônicos): 4,5% a partir de nov/99; 2,4% a partir de jan/2000. Fundição: 2,5% a partir de nov/99; 2,5% a partir de jan/2000; 25 a partir de mai/2000; abono de 65 em jan/2000; abono de 6% em junh/2000. Siescomet (esquadrias metálicas): 6,4% a partir nov/99. Grupo 10 (lâmpadas, funilarias e tratamento de superfície): 4,5% a partir de nov/99; 2,4% a partir de jan/2000.

Outro destaque da campanha salarial de 1999 foi que os acordos assinados pelos sindicatos da federação ligada à Força Sindical trouxeram prejuízos para os trabalhadores, já que não tiveram a reposição integral das perdas salariais e, no caso do Sindipeças, ficaram sem a garantia de emprego aos portadores de doenças profissionais.

Os sindicatos dos metalúrgicos de São José dos Campos, Campinas e Limeira romperam com a unidade da CUT e, pela primeira vez, negociaram em separado. O resultado foi que, até o final de dezembro/99 (a data-base é novembro) ainda não havia acordo concluído; além disso, os metalúrgicos dessas cidades estavam sem acordo desde 1998.

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Evandro Dias Sampaio, Carrapicho

Sérgio Aparecido Nobre

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