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1979 | Movimento Sindical

Greve dos bancários
CONTEXTO
No contexto das greves do ABC e das discussões sobre o novo sindicalismo, os bancários de São Paulo mobilizam-se para lançar uma chapa de oposição à diretoria do sindicato e concorrer às eleições de 1978. Vinculando a campanha eleitoral com as reivindicações por melhores salários e condições de trabalho, liberdade e autonomia sindical e pela construção de uma central única de trabalhadores, Augusto Campos encabeça a Chapa 2. A diretoria pelega manobra e consegue adiar as eleições para 1979.

A chapa da situação empregou uma campanha caluniosa, acusando os integrantes da Chapa 2 de terem ambições pessoais e políticas.

Abertas as urnas no primeiro escrutínio, a Chapa 2, da oposição teve 8.833 votos contra 5.189 dados à Chapa da situação. No segundo, a diferença em favor da Chapa 2 sobe para mais de 5 mil votos. No dia 12 de março de 1979, a chapa de oposição toma posse.

A primeira tarefa da nova diretoria é transformar a entidade, entregue ao assistencialismo, num órgão dinâmico capaz de recuperar a identidade da categoria e dotá-la de forças para lutar por suas reivindicações. Quatro meses após a posse, a nova diretoria dá início à campanha salarial reivindicando 50% de reajuste mais Cr$ 3.000,00; estabilidade de três meses; reconhecimento dos delegados sindicais; férias de 30 dias com abono e respeito ao horário de atendimento ao público. Os banqueiros só ofereciam 5% de reajuste às vésperas da data-base (1º de setembro). Em assembléia, a categoria discute e rejeita a proposta, mas a diretoria estava dividida quanto ao encaminhamento do que fazer. Uma parte achava que havia condições para a greve, outra parte dizia que ainda não era o momento. Venceu a proposta da greve para o dia 13 de setembro. Nesse mesmo período, os bancários de Porto Alegre, de Belo Horizonte e do Rio de Janeiro, também aprovaram greve.

A PM intervém violentamente contra as “comissões de esclarecimento” montadas pela nova diretoria sobre a greve. No dia seguinte, a greve acaba, com 15% de reajuste, piso ainda desvinculado do salário mínimo com valores prefixados, uniforme gratuito quando requisitado e estabilidade durante o período militar.

Segundo avaliações da própria diretoria do Sindicato, a greve de 1979 foi um marco na história da categoria. “Se é um exemplo acabado de greve derrotada é, também, a partir de um balanço acurado, o início da volta por cima”. É o momento em que se toma consciência de que, além de um profundo conhecimento da categoria, uma combinação entre organização e coesão nos locais de trabalho, uma coordenação e unificação nacional, o diálogo com a sociedade é essencial para uma vitória.
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REPERCUSSÃO NA MÍDIA
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IMPRENSA SINDICAL
DEPOIMENTOS
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Luiz Gushiken

Antonio Augusto Oliveira de Campos

Gilmar Carneiro
CAMPANHA SALARIAL
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MANDATOS
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