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1998 | Metalúrgicos do ABC

Protesto contra a Reforma na Previdência - S.B.C.
CONTEXTO
“Protesto contra a Reforma na Previdência” - 10 de fevereiro 1998
Em janeiro, a CUT envia aos deputados federais uma Carta Aberta em que reafirma a intenção de lutar “incondicionalmente” em defesa dos direitos dos trabalhadores, e contra a proposta de Reforma da Previdência do governo.
Segundo a CUT, a proposta do governo não tinha outro objetivo senão excluir direitos dos trabalhadores, manter privilégios e inviabilizar definitivamente a Previdência Pública no Brasil.
Dizia a CUT que, depois de um exaustivo processo de negociação, formulou e apresentou ao governo e à sociedade, em agosto de 1995, propostas para a reforma, que nem sequer foram levadas em consideração pelo governo. Eram propostas que garantiam a cidadania, através de políticas de saúde e de previdência e assistência social. Era um conjunto de medidas com o objetivo de modernizar a Previdência, garantindo os direitos dos trabalhadores, combatendo privilégios, estabelecendo mecanismos ágeis e eficazes contra a sonegação, definindo instrumentos de gestão com controle social, propondo, enfim, uma Previdência solidária, ampla, igualitária, viável e que resgatasse a dignidade do povo brasileiro.
Ao contrário, a proposta de reforma do governo criava diversas dificuldades e entraves burocráticos para a requisição da aposentadoria, além de elevar consideravelmente o tempo de contribuição. A CUT considerou que a proposta trazia embutido a fim da Previdência Social Pública no país e isso precisava ser denunciado. Sendo assim, a Executiva Nacional da CUT programou para o dia 10 de fevereiro, em todo o país, um “Dia Nacional de Luta em defesa da Previdência Social Pública”, convocando manifestações públicas, corpo-a-corpo de dirigentes sindicais e deputados, numa abordagem, até então inédita, diretamente nos aeroportos das capitais, para tentar evitar a aprovação do projeto, em primeiro turno, na Câmara dos Deputados.
Em São Bernardo do Campo, os metalúrgicos elegem uma comissão de mobilização que define como seria a participação da categoria na operação “Acorda Deputado” e nos protestos de rua. No dia 9, os metalúrgicos vão até a casa do deputado Duílio Pisaneschi (PTB/SP), em Santo André, para pressioná-lo. Enquanto isso, diversas categorias preparam-se para os protestos do dia seguinte.
No ABC, cerca de 20 mil metalúrgicos bloqueiam a Via Anchieta. Bancários, Metroviários e Condutores em São Paulo também participam dos protestos.
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REPERCUSSÃO NA MÍDIA
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IMPRENSA SINDICAL
DEPOIMENTOS
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Paulo Sergio Ribeiro Alves

Valdenilson Alves da Lira

Moisés Selerges Júnior

Carlos Alberto Grana

Rafael Marques da Silva Junior
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