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Contexto | 1992

Procurando evitar surpresas, já que as ameaças de demissões estavam muito fortes, o Sindicato dos Metalúrgicos enviou no dia 10 de janeiro um ofício ao Grupo 19 da Fiesp para a retomada de negociações entre empresários e trabalhadores. A iniciativa procurava atingir, principalmente, os trabalhadores das pequenas e médias empresas.

No dia 15, o Sindicato promovia ato de protesto contra os desmandos da Previdência Social. No dia 16, participava de duas reuniões que a Câmara da Indústria Automobilística promovia na sede do Ministério da Economia em São Paulo para discutir alternativas do setor.

O Sindicato iniciava, dia 23, a campanha “Não às demissões. Não à redução de salários”. Em todas as fábricas onde os patrões estivessem propondo a redução de jornada e de salário, o Sindicato iria defender que os trabalhadores dissessem não, a exemplo do que já havia sido feito em duas outras empresas.

No dia 1º de fevereiro é realizada a grande final do IV Concurso de Música dos Metalúrgicos de São Bernardo e Diadema. A balada “Engrenagem de Fábrica”, composta por trabalhadores na Brastemp, foi a vencedora na categoria melhor música, com tema relacionado à vida do trabalhador.
No dia 8 de fevereiro, o Sindicato realiza seminário para debater as formas de intervenção da categoria nas discussões sobre a reestruturação do setor automobilístico.

Metalúrgicos de todo o país, ligados à CUT, discutiam o futuro de sua organização sindical em encontro realizado nos dias 14 e 16 de fevereiro, em Santo André. O encontro reuniu 170 delegados, representando 15 sindicatos e quatro oposições sindicais. A principal decisão foi a transformação do Departamento Estadual dos Metalúrgicos em Federação Estadual dos Metalúrgicos (FEM).

Um passo decisivo para construção do Sindicato Único dos Metalúrgicos do ABC era dado no dia 24 de fevereiro: nesse dia, um seminário reuniu a diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo e Diadema, do Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra e criou a Comissão Executiva pró-Sindicato Único.

O seminário aprovou também o calendário de fusão que terminaria em setembro de 93, quando seria dada posse à primeira diretoria eleita entre os metalúrgicos da região para dirigir o Sindicato Único dos Metalúrgicos do ABC.

Começava, no dia 20 de março, o II Congresso dos Metalúrgicos da CUT, no ginásio do Pacaembu, em São Paulo. Principais resoluções do congresso: transformação do Departamento Nacional dos Metalúrgicos em Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT; a filiação da categoria à Fitim (Federação Internacional dos Trabalhadores na Indústria Metalúrgica) e a aprovação da palavra de ordem “Diga Não ao Governo Collor”. Esse congresso reuniu 37 sindicatos e sete oposições sindicais, de 18 Estados, e contou com 446 delegados (417 homens e 29 mulheres), representando mais de 1.100 milhão de trabalhadores.

Nos dias 25 e 26 de março, uma delegação do Sindicato esteve em Brasília participando de seminário que discutiu alternativas para a crise da indústria automobilística nacional. Nesse seminário, o Sindicato propôs redução dos preços dos automóveis, estabilidade no emprego e recuperação dos salários.

No dia 17, era lançada a campanha contra a surdez provocada pelo ruído industrial.

Assembléia do dia 10 de abril aprovava, por unanimidade, o desconto de 3% do salário de cada metalúrgico a favor do Sindicato, como contribuição assistencial.

Diretores da Autolatina visitam o Sindicato no dia 22 de abril na tentativa de justificar por que a empresa aumentou em 20,8% em média, o preço dos veículos que fabrica. Os empresários não convenceram a representação dos trabalhadores sobre a necessidade do aumento.

No dia 12 de maio o Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo e Diadema completava 33 anos. E nesse dia era realizado debate na sede para discutir a unificação com o Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra.

Em reunião realizada no dia 20 de maio, os dirigentes do Sindicato de São Bernardo, Santo André e Betim (MG) redigiram um documento que condenava veementemente a política de abertura indiscriminada de importações praticada pelo Governo Collor com veículos prontos.

O papel da CUT dentro do movimento sindical internacional e a filiação a uma Central Sindical Internacional foram os temas abordados no debate promovido no dia 4 de junho pelo Departamento de Formação do Sindicato, em sua sede.

No dia 12 de junho, o Sindicato estava com tudo pronto para colocar no ar a sua rádio. Só faltava a concessão, ou a autorização do governo federal. E desde o dia 8, o Jornal dos Trabalhadores, produzido pela Rádio dos Trabalhadores, estava sendo levado ao ar nas portas das fábricas do ABC, através dos caminhões de som do Sindicato.

Em 13 de junho, os metalúrgicos de São Bernardo e Diadema conseguem arrecadar um bagageiro de ônibus lotado com roupas, alimentos e sapatos para os sem-terra que estavam acampados nas terras da Fazenda Ipanema, próxima a Iperó, região de Sorocaba, interior paulista.

No dia 17, as diretorias do Sindicato de São Bernardo e Santo André se reuniram com a diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano para tratar da unificação dos sindicatos.

Grande assembléia-geral era realizada no dia 30 na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André para tratar da criação do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.

A V Conferência Latino-Americana dos Trabalhadores da Indústria Automobilística, promovida pela Fitim, era realizada no Pampas Palace Hotel, em São Bernardo. Reunia 80 delegados do Brasil e do exterior.

No dia 24 de julho, o Sindicato organizou a Vigília pela Terra, uma noite de luta e compromisso pela realização da Reforma Agrária no Brasil. O ato contou com a participação da CUT nacional, o Movimento dos Sem-Terra, a Secretaria Agrária do PT e o Governo Paralelo.

No dia 26, um domingo, era promovido, na sede do Sindicato, um ato cultural e político em solidariedade ao povo cubano.

A corrupção no Governo Collor e os possíveis desdobramentos da CPI que investigava o empresário PC Farias e seu envolvimento com o presidente da República. Esses foram os assuntos debatidos no dia 31 de julho, com a promoção do Sindicato de São Bernardo e da CUT ABC.

Dia 26 de agosto, o Sindicato preparou uma grande manifestação contra Collor, que reuniu mais de 100 mil pessoas no Paço Municipal de São Bernardo.

A prefeita de Santos, Telma de Souza, esteve dia 4 de setembro no Sindicato participando com os trabalhadores de um debate sobre o tema Administração Pública e os trabalhadores. E dia 11, os deputados Zé Dirceu, Aloísio Mercadante e Eduardo Suplicy estiveram no Sindicato debatendo sobre a conjuntura político-econômica e a CPI que apurou as denúncias de corrupção contra PC Farias.

Dia 18 de setembro, metalúrgicos de São Bernardo e Diadema se uniam aos demais trabalhadores e participavam de ato público na Praça da Sé a favor do impeachment do presidente Fernando Collor.

A CUT ABC preparava ato pela Ética na Política no ABC, no dia 25, no Paço Municipal de Santo André.

O Sindicato promovia, no dia 29 de setembro, uma greve cívica para acompanhar a votação do impeachment no Congresso. O placar final indicou 441 votos a favor do impeachment, 38 contra, 23 ausências e uma abstenção.

Para lembrar os 25 anos da morte de Che Guevara, o Sindicato inaugurou, no dia 7 de outubro, exposição de fotos e apresentação de slides sobre a atualidade cubana e exibia um vídeo sobre a vida do guerrilheiro.

Seminário sobre terceirização, promovido pelo Sindicato, tinha início no dia 23 de outubro e prosseguia até o dia 25. Discutiu-se o processo de terceirização junto à militância e representantes dos patrões e governo. No dia 28, o Sindicato apresentava uma estratégia definida para enfrentar a tentativa das empresas de terceirizar vários setores da produção ou áreas de apoio, sem discussão com os trabalhadores.

A nova subsede dos metalúrgicos de Diadema era inaugurada no dia 30 de outubro.

O Sindicato volta a participar, dia 6 de novembro, da Câmara Setorial da Indústria Automotiva, em Brasília. Nesse encontro, apresentou a seguinte pauta: 1) reajuste mensal dos salários de acordo com a inflação e reposição das perdas salariais; 2) reajuste mensal acrescido de 5% para o salário mínimo, visando recuperar o poder aquisitivo dos trabalhadores de renda mais baixa; 3) garantia no emprego e salário-desemprego visando aliviar os custos sociais da recessão; 4) suspensão das privatizações e revisão dos leilões já efetuados tendo em vista a suspeita de que seguiram parâmetros econômicos e éticos no mínimo questionáveis; 5) assentamento das famílias sem-terra das ocupações e acampamentos; ratificação presidencial imediata dos processos de desapopriações já concluídos; 6) fim da recessão e retomada do crescimento econômico com ênfase na geração de postos de trabalho; 7) apuração e punição dos escândalos de corrupção “duela a quien duela”; 8) democratização e transparência da gestão pública; e 9) democratização dos meios de comunicação; mudança do sistema de outorga de concessões de rádio e televisão.

Para incentivar o combate à discriminação racial, o Sindicato promovia debates, na subsede Diadema, na semana de 16 a 20 de novembro, com o apoio do Centro de Estudos das Relações do Trabalho e Desigualdades. Ainda no dia 20, o Sindicato prestava homenagem ao Dia Nacional da Consciência Negra, com uma programação diversificada.

Dia 27 de novembro, a Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT promovia um encontro nacional para discutir o Contrato Coletivo de Trabalho.
No dia 10 de dezembro, o Departamento de Formação do Sindicato fazia o lançamento do caderno de contos Quem conta um conto, escrito pelos participantes do curso de Leitura e Escritas, promovido pelo Sindicato. Nesse mesmo dia eram abertas as inscrições para o V Concurso de Música dos Metalúrgicos do ABC.


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