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Contexto | 1979

O fim da vigência do AI – 5, o fim da censura, a aprovação da Lei da Anistia e os reflexos da greve de 1978 fizeram com que os trabalhadores ganhassem espaço na mídia. O descontrole inflacionário e a maxidesvalorização do cruzeiro provocam ondas de greves pelo país, durante todo o ano. Professores, médicos, bancários, trabalhadores da construção civil também reivindicam reajustes. O regime endurece, intervém em Sindicatos e prende lideranças, inclusive, Lula.

Já, no início do ano, em editorial da Tribuna Metalúrgica (órgão informativo do Sindicato), Luís Inácio da Silva (Lula), então presidente, dava os contornos de como seria a campanha salarial e o desenrolar dos acontecimentos. “A operação será delicada e desgastante”, previa.

Não só a luta pelos salários estariam no topo das reivindicações, mas o “emprego” dividiria as preocupações. A previsão confirmou-se. A categoria entra em greve. Segundo análise de Lula, ao final do ano, “pela primeira vez na história do movimento operário urbano brasileiro, a totalidade de uma categoria aderiu a uma greve”.
Em abril, logo após assinarem os acordos salariais, os patrões começam a demitir funcionários.
Uma outra pauta, também unificada, faria parte do calendário de reivindicações, não só dos metalúrgicos de São Bernardo e Diadema, mas de todo o movimento sindical brasileiro: o salário mínimo de Cr$ 6.114,00, segundo cálculos do Dieese.

Em junho, os metalúrgicos de São Bernardo e Diadema participam do 10º Congresso Nacional dos Metalúrgicos, em Poços de Caldas (MG). Se nos congressos anteriores, ainda regidos por interventores ou sob domínio do Estado, a participação era fraca e predominava as manobras das cúpulas dos sindicatos, nesse congresso, em alguns momentos, o plenário ficou dividido em favor das teses dos chamados sindicalistas autênticos, o que incluía os metalúrgicos de São Bernardo e Diadema.
E, por unanimidade, os 448 delegados presentes rejeitaram o anteprojeto da nova Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) elaborado pelo governo, aprovando em seu lugar um “Código Nacional do Trabalho”.
Aprovaram também: a participação na campanha pela Anistia Ampla, Geral e Irrestrita; a discussão sobre a formação de um partido de trabalhadores e de uma central sindical única.

Em outubro, o governo lança uma nova política salarial que favorecia somente aos patrões, segundo análise do departamento jurídico do sindicato. A inflação chega, ao final do ano, em 77,2%.


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